terça-feira, 4 de maio de 2010

Working again!

Depois de 123 dias sem trabalhar, no passado dia 20 recomecei a minha actividade laboral. Acabou-se finalmente o envio constante de CV’s e a minha preparação para o exame de PMP sofreu um grande atraso mas, não foi cancelada.

A empresa onde estou, embora seja muito pequena, promete muito. É uma empresa que faz o project management para qualquer empresa ou entidade governamental que queira mudar de instalações, remodelar as actuais ou abrir uma nova loja. Para além das já referidas entidades, temos clientes de renome tal como a Coca-Cola, a Red Bull, a Nespresso e outros bem conhecidos por estas bandas.

O facto de ser uma empresa muito pequena é muito atractivo pois terei uma responsabilidade muito maior do que teria numa grande empresa e o meu input pode ser muito maior, por isso, considero-me um granda sortudo.

Estou agora na minha terceira semana de trabalho e já estou a bombar. Estão sempre a atirar-me trabalho para cima para que eu entre no esquema o mais depressa possível. No entanto, isto não impede que às 17:30 o Glyn, aka boss, entre pelo gabinete a dentro a dizer que tenho de ir para casa ter com a minha lovely wife. Ah ah! Isto é que é vida e às sextas-feiras isto acontece às 17h. Na passada até me deu bolei até à estação onde apanho o comboio que me leva até casa em 35 min. Foi também neste dia que fomos jantar a casa dele, ou deverei dizer palácio?

O motivo do jantar era celebrar a minha entrada na empresa e o fim das obras em casa dele. A Kate, mulher do Glyn, impecável, passou o dia todo a preparar o jantar e, para nos fazer sentir em casa, tentou fazer uns pratos portugueses. Sem o serem muito, estava tudo óptimo e para aportuguesar mais a coisa levámos uns pastéis de nata da Caravela e um vinho do Porto, tudo muito apreciado.

O jantar foi muito giro e a casa então nem se fala. É simplesmente brutal!

Pode ser que se eu conseguir deixar uma boa impressão um dia destes ele nos leve a dar uma volta no seu helicóptero!

Para os curiosos aqui fica o link:

http://www.interiordevelopments.com.au/homeflash.htm

terça-feira, 27 de abril de 2010

Busy Weekend!

Agora que o Pedro começou a trabalhar, há que voltar a aproveitar bem os fins-de-semana! Este foi bem agitado! Até parece que voltámos aos tempos de Lisboa, a saltitar de programa em programa! Aqui fica um rápido resumo dalgumas das coisas que andámos a fazer.

Antes de mais, há que referir que tivemos direito a um dia extra, pois segunda-feira foi feriado. Por aqui, no dia 25 de Abril, comemora-se o Anzac Day, ou seja, a participação dos soldados australianos (e neozelandeses) na 1.ª Guerra Mundial.

Começámos o fim-de-semana com o jantar de anos da Mali em Surry Hills (uma das zonas de restaurantes e bares mais animada de Sydney), seguido duma visita ao pub mais próximo! Infelizmente não conseguimos tirar muitas fotografias, pois o empregado a quem pedimos para nos tirar uma fotografia de grupo, conseguiu estragar-nos a máquina nos 15 segundos que esteve com ela na mão….

No dia seguinte, decidimos ir conhecer alguns bairros da zona norte de Sydney, não só porque ainda havia muito por explorar para aquelas zonas, mas também porque mudamos de casa daqui a uns meses e queremos ficar a conhecer potenciais futuros bairros “de acolhimento” …. Adorámos Kiribilli, que fica mesmo em frente à Opera House e tem vistas de se perder a cabeça! Acabámos o nosso passeio em Balmoral, uma das muitas baías de Sydney, com uma praia muito calminha, casas giríssimas e restaurantes/cafés muito trendy!

Ao fim do dia seguimos para Balmain, para jantar em casa da Cátia e do Nuno, mas mais uma vez, falhámos a fotografia com os anfitriões.

No domingo ao final da tarde, fomos ter a um bar animadíssimo em Bondi para nos encontrarmos com o Pedro (um português que está cá já há vários anos) e alguns amigos dele, entre os quais um inglês, um espanhol e duas americanas. Eram 6 da tarde, mas parecia meia-noite: o bar estava à pinha! Algumas pessoas aproveitaram para jogar um jogo típico do Anzac day – two up – que é um jogo de moedas, tradicional da Austrália e que foi muito popular entre os soldados Australianos. O jogo de azar é proibido na Austrália fora dos recintos autorizados, e o Anzac day é o único dia do ano em que é permitido jogar two up em todo o lado!

Na segunda-feira, acordámos cedo e seguimos para Palm Beach, uma praia a 40 minutos a norte de Sydney. O Outono começa a querer fazer-se sentir e os dias já não são muito quentes, mas valeu a pena fazer a despedida do Verão e aproveitar os últimos raios de sol nesta zona de praias paradisíacas. A Mali e o Aaron juntaram-se a nós para um dia de praia bem passado, que incluiu surf, raquetes e gelados ao final do dia!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Papers, assignmemnts, essays, studies… and some fun!!!!

A semana que passou foi basicamente ocupada a estudar e a preparar os três assignments (de International Business Law, Finance Law e Capital Markets, para os interessados!) que tenho para entregar já no próximo mês. A extensão dos trabalhos varia, mas todos requerem longas horas de pesquisa. Assim, e apesar do sol continuar a brilhar lá fora, passo os dias em frente ao computador e rodeada de livros e papeis, umas vezes em casa, outras na “mega” biblioteca da faculdade e outras na sala para os alunos de LLM, equipada com computadores, impressora e chá, café e bolachas para os momentos de pausa (para alem do espaco lounge)!! Ninguém disse que ia ser fácil, não é??? Entretanto o Pedro passou os dias todos agarrado aos livros, já que se candidatou para fazer um exame para obter uma certificação internacional como Project Manager. Pela frente tem a leitura exaustiva de dois livros com 500 páginas cada e um exame de 4 horas e 200 perguntas!
As noites vão sendo alternadas com umas idas ao cinema (às segundas-feiras porque é mais barato!) e “drinks” às quartas e quintas-feiras com dois grupos diferentes de amigos da faculdade, qualquer deles muito internacionais (os suíços estão sempre em vantagem numérica, mas há alemães, um espanhol, um canadiano – novo “amiguinho” do Pedro para as surfadas – uma brasileira e uma francesa – as minhas “best friends” da faculdade, etc, etc!). Às quartas-feiras o ponto de encontro é sempre no mesmo bar do hotel em frente à universidade. Dizem que é de hotel mas no fundo, é um verdadeiro pub onde todas as semanas há um grupo diferente a tocar. Às quintas-feiras vamos sempre a um bar novo e diferente, pelo que já tem dado para conhecer imensos sítios! Convém dizer que os horários são ligeiramente diferentes dos que temos em Portugal: às 7.30, 8.00 já está tudo de cerveja na mão e à meia-noite (quando está a ser um loucura) a noite acabou!
Na sexta-feira fomos com parte desta malta ver mais um jogo de rugby mas, desta vez de NRL (National Rugby League). As regras deste desporto são completamente diferentes das que estamos habituados em Portugal, por isso, estava um bocado “à nora” e passei parte do jogo à conversa…! Claro que teria acontecido o mesmo se fosse um jogo de Rugby Union (o “nosso”). As equipas em campo eram ambas de Sydney - Buldogs vs Wests Tigers – como tal o jogo era importante e o estádio estava à pinha. Foi um género de Sporting-Benfica e, infelizmente, tal como tem acontecido com o nosso Sporting nos últimos tempos, a equipa pela qual estávamos a torcer – os Tigers – foi derrotada. Antes do jogo começar houve direito a cheerleaders e tudo!
Aos fins-de-semana tiramos folga dos livros e sempre que o tempo o permite vamos até à praia. Este domingo, para variar um bocado, decidimos ir até aos Botanical Gardens passear e aproveitar o “verde” que a cidade tem para nos oferecer. Acabámos a tarde a ouvir jazz, com vista para a Opera House e para a Harbour Bridge!

domingo, 11 de abril de 2010

Último dia: Hunter Valley

Depois duma noite descansada, já em casa, fizemo-nos à estrada rumo a Hunter Valley. Hunter Valley fica a quase 200 km a norte de Sydney e é uma das regiões mais antigas de vinhos da Austrália. Em Hunter Valley são produzidos vinhos de várias castas, desde shiraz, chardonnay, verdello, e semillon (Pedro PG espero não estar a cometer nenhum erro!). Por se tratar duma região de pequena dimensão, os vinhos produzidos são todos vendidos para lojas, não sendo dirigidos ao mercado de exportação.

Depois de chegarmos, percebemos que, pela quantidade de adegas que o guia e as várias setas na estrada indicavam existir por ali, o melhor seria mesmo pararmos no centro de informações para percebermos onde devíamos ir. A nossa primeira visita foi então à McGuigan Winery, onde perdemos quase toda a manhã, já que a visita incluía uma prova de vários vinhos, uma prova de queijos e um tour pela adega e vinhas com uma explicação pormenorizada sobre todo o processo de produção de vinhos! A guia, por saber que éramos portugueses e que em Portugal também se fazem vinhos de qualidade, passou todo o tempo a fazer-nos perguntas e a estabelecer comparações entre os métodos utilizados na Austrália e na Europa, o que tornou a visita ainda mais interessante!

De seguida, fomos a uma outra adega, mais pequena – Audrey Wilkinson Vineyard - onde nos tinham dito que teríamos uma vista de 360.º graus sobre todo o vale. A paragem valeu realmente a pena, pois a vista era espectacular! Claro que também aqui fizemos nova prova de vinhos!!

A tarde foi ocupada por mais uma ou duas paragens em algumas adegas (Pokolbin Estate Vineyard e Lindemans Wines), todas elas com direito a provas…Convém dizer que, claro está, as provas não eram pagas, e que depois da segunda prova já estávamos a ver tudo a andar à roda!! Para quem não quer apenas dedicar-se aos vinhos, há muitas outras coisas para fazer por aqui: há passeios de avioneta e de balão para aqueles que não se importem de gastar um bocadinho mais, golf, restaurantes óptimos, etc!

Ao final da tarde, o Pedro quis manter a tradição da Páscoa dos Brandões e fazer uma caça aos ovos. Para o efeito, decidimos parar nos Jardins de Hunter Valley e lá fomos nós, tipo crianças, esconder os ovos de chocolate (que nos tinham oferecido no restaurante de Canberra) no meio dos ramos das árvores do jardim!! Só visto!

Antes de voltarmos para Sydney queríamos fazer uma última paragem numa vilazinha que pela descrição do nosso guia parecia valer a pena, por ser cheia de lojas gourmet, com várias boutiques de vinho e cafés com boa pinta… Nunca demos com a tal terra e fomos antes ter a uma aldeia minúscula, para aí com 7 ou 8 casas, mas com um pub no meio da estrada, cheio de gente, animadíssimo e com música óptima!!! O Pedro aproveitou para aí beber um café bem forte, para fazer a viagem de regresso a casa, que, por causa deste desvio, acabou por não ser feita pela estrada principal, mas por uma estrada (bem) secundária, cheia de curvas e contra-curvas, mas com uma paisagem que claramente compensou os kms a mais.